A barreira número um para a adoção institucional da tokenização de ativos não é tecnológica, mas regulatória. Diretores lidam com o receio de que a emissão de um token seja classificada como uma oferta pública irregular, sujeitando a empresa a sanções.
A chave para destravar a tokenização segura reside na correta classificação do ativo. O erro fatal de muitas iniciativas corporativas é lançar o ativo na blockchain antes de definir rigorosamente a sua taxonomia jurídica perante os órgãos reguladores, como a CVM no Brasil ou a SEC nos EUA.
A estruturação de um projeto Web3 robusto exige compliance on-chain. Projetos imobiliários precisam de ferramentas de KYC/AML integradas. Smart contracts devem ser programados para bloquear transferências para carteiras não verificadas, garantindo que a propriedade permaneça dentro da legalidade.
Muitos vendem a ideia de que 'o código é a lei'. No mundo corporativo, o contrato inteligente deve ser subserviente ao contrato jurídico off-chain. Evitar o risco regulatório exige uma abordagem consultiva que una tecnologia de ponta e profundo conhecimento do mercado de capitais.
RZRicardo Zago
Co-fundador Avalon · Consultor · Professor · Mentor de Startups
Atua na estruturação de negócios em blockchain, tokenização de ativos reais e stablecoins para o mercado corporativo. Projetos na interseção entre mercados tradicionais e infraestrutura descentralizada.
Ver no LinkedIn →Esse tema é relevante para a sua empresa? A Avalon faz diagnósticos rápidos para identificar oportunidades em blockchain e ativos digitais.
Conversar com a gente