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Ao contrário do Bitcoin e do Ether, cujas cotações podem oscilar bruscamente, uma stablecoin lastreada em dólar permanece valendo aproximadamente US$ 1,00. Esse design resolve um problema central dos criptoativos tradicionais: a volatilidade, permitindo previsibilidade operacional para empresas.
O que é uma stablecoin?
Uma stablecoin é um criptoativo cujo valor é programado para acompanhar o preço de outro ativo de referência, chamado de âncora ou lastro. O mecanismo é chamado de pegging. Quando alguém compra 1.000 USDC, por exemplo, o emissor aloca US$ 1.000 em reservas auditadas para garantir o resgate.
Como as stablecoins funcionam na prática
Existem três mecanismos principais de funcionamento:
- Lastro em moeda fiduciária: O modelo mais comum (USDT, USDC). O emissor mantém reservas em dólares ou reais.
- Lastro em commodities: Como o PAXG, lastreado em ouro físico custodiado.
- Mecanismo algorítmico: Utiliza algoritmos para manter a paridade. É o modelo de maior risco sistêmico, como demonstrado pelo caso TerraUSD.
Lastro Fiduciário
Ex: USDT, USDC. Garantia em reservas de moeda. Risco principal: solidez do emissor.
Lastro em Commodity
Ex: PAXG. Garantia em ouro físico. Risco principal: custódia e liquidez.
Algorítmico
Ex: TerraUSD. Garantia via código. Risco principal: colapso sistêmico.
Quais são as principais stablecoins do mercado
USDT (Tether): A maior em capitalização, mas com histórico de questionamentos sobre auditoria. USDC (Circle): Considerada o padrão de transparência, com relatórios mensais auditados. BRZ: A principal stablecoin lastreada em real brasileiro, relevante para o mercado nacional.
Stablecoins são seguras? O que toda empresa precisa saber
A segurança depende de quatro fatores: qualidade das reservas, risco de custódia (onde os tokens estão), risco regulatório e risco de contraparte. Para operações corporativas que exigem compliance documentável, o USDC e o BRZ são frequentemente as escolhas mais defensáveis no Brasil.
Para que servem as stablecoins para empresas
- Pagamentos internacionais com liquidação em minutos e baixo custo.
- Proteção contra volatilidade em operações que envolvem cripto.
- Moeda de liquidação para ativos tokenizados (RWA).
- Tesouraria corporativa com liquidez 24/7.
Stablecoins no Brasil: regulação e perspectivas para 2026
A Resolução BCB 521 equiparou operações com stablecoins a operações de câmbio. Isso exige que empresas que movimentam esses ativos se regularizem ou operem via parceiros licenciados. A informalidade deixou de ser uma opção, permitindo um crescimento mais seguro do mercado corporativo.
Perguntas frequentes (FAQ)
Criptomoedas comuns oscilam livremente. Stablecoins mantêm paridade com ativos estáveis, servindo como meio de troca em vez de mera especulação.
Sim, pela economia e velocidade, desde que a operação respeite o novo marco regulatório do Banco Central.
RZRicardo Zago
Co-fundador Avalon · Consultor · Professor · Mentor de Startups
Atua na estruturação de negócios em blockchain, tokenização de ativos reais e stablecoins para o mercado corporativo. Projetos na interseção entre mercados tradicionais e infraestrutura descentralizada.
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